Uma coisa morta pode seguir com a corrente, mas só uma coisa viva pode ir contra ela. G. K. Chesterton


31 de outubro de 2011

Entrevista com "estudante" da USP

"Queremos estudar em paz"
Consegui falar com um meliante acampado no prédio da administração da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Ele nega ser funcionário do tráfico de drogas dentro do campus e desabafa: "Nesses meus dez anos como universitário eu nunca vi um ambiente tão opressor como o atual. Fica difícil estudar".

Quem começou a agressão, vocês ou os policiais?

A culpa é toda da polícia assassina do Geraldo Alckmin. Nós aplaudimos o deputado Paulo Teixeira [líder do PT na Câmara], que apontou o óbvio: a presença da PM junto aos estudantes é uma química que não dá certo. O problema é a polícia. É preciso contar a verdade que o PIG esconde.

O que é PIG? Um departamento da USP?

É o Partido da Imprensa Golpista. O PIG deu a entender que nós provocamos o conflito. Mentira. Não queremos confrontar a polícia. Muito pelo contrário, queremos a polícia bem longe, para que possamos traficar - digo, para que possamos estudar em paz. E nós somos jovens, caramba! PM batendo em jovem? E os nossos direitos humanos?

Mas as imagens mostram que vocês atiraram um cavalete e pedras contra os policiais, ferindo três.

Sim, mas isso já foi em reação à presença dos policiais, entende? Eles vieram com truculência primeiro, querendo autuar uns amigos nossos só porque estavam fumando maconha no campus. Nós apenas reagimos. E tem mais: nós somos jovens!

Quantos anos você tem?

Faço 29 em dezembro.

Muita gente diria que você é adulto já há algum tempo.


Meu filho, é o Estatuto da Juventude que diz que eu sou jovem. Vai duvidar do Estatuto?

Quais são as reivindicações do movimento?

Queremos o fechamento da base estadunidense em Guantánamo, a democratização da comunicação, a superação do capitalismo, a destruição de Israel e a retirada da PM assassina do campus. Nesses meus dez anos como universitário eu nunca vi um ambiente tão opressor como o atual. Fica difícil estudar.

Numa mesma faixa de protesto vocês escreveram "trabaliadores" e erraram uma concordância. Isso prejudica a imagem do movimento?

[Indignado] Prejudica só na cabeça de quem tem preconceito lingüístico. O sistema impõe que existe um jeito certo de falar. É uma visão ultrapassada, autoritária, conservadora e homofóbica, que nós vai superar aqui em São Paulo quando a gente elegermos o Fernando Haddad para a Prefeitura.

Alunos da USP dizem que a maioria aprova a presença da PM no campus e que o protesto de vocês é uma farsa.

São uns playboyzinhos de m**** que só querem saber de estudar e trabalhar e esquecem a função social da universidade. Apesar deles, amanhã há de ser outro dia. Vamos seguir lutando pelo fim da ditadura no campus.

Abaixo o preconceito lingüístico
Meu artigo no Estado

Relatório da ONU põe eficácia do desarmamento em dúvida

Matéria no jornal O Estado

Um estudo das Nações Unidas sobre os homicídios em âmbito mundial pôs em xeque a crença dos defensores do desarmamento como política de segurança pública. De acordo com o estudo, não há como se estabelecer cientificamente uma relação entre a quantidade de armas em circulação e as taxas de homicídio, sendo possível, inclusive, que esta correlação se opere de forma inversamente proporcional.

O relatório, divulgado no início deste mês, é fruto de estudo do Escritório da ONU para Drogas e Crimes da organização. “É a primeira vez que as Nações Unidas reconhecem inexistir comprovação científica de que a redução na quantidade de armas em circulação possa reduzir a criminalidade, fato que, até então, vinha sendo tomado como verdade absoluta”, afirma Bene Barbosa, especialista em segurança pública e presidente da ONG Movimento Viva Brasil.

Para Barbosa, alguns aspectos do relatório são cruciais para o entendimento do fenômeno da violência: “Primeiro, temos que considerar a contundente afirmação registrada no relatório de que a absoluta maioria dos proprietários de arma de fogo não tem nenhuma correlação com atividades criminosas e usam estas para finalidades lícitas, como instrumento de defesa”.

Outro dado digno de destaque no relatório da ONU, segundo o especialista, "é o também inédito registro, em um estudo da ONU, de que a relação entre armas e homicídios é completamente falha, pois são vários os exemplos de locais em que o acesso àquelas é facilitado e as taxas de homicídio são baixas, da mesma forma que, em outros locais com armamento escasso, os homicídios são altíssimos”.

O EXEMPLO DO NORDESTE

Já para o pesquisador em segurança pública Fabricio Rebelo, coordenador do Movimento Viva Brasil no Nordeste, o estudo há de ser recebido com naturalidade: “Desde a divulgação do ‘Mapa da Violência 2011’, em fevereiro, já havia ficado claro que, no Brasil, a relação entre a quantidade de armas e a de assassinatos é imprópria, pois que a região do país campeã em tais crimes é a mesma onde há menos armas em circulação: o Nordeste.”

Para o pesquisador, “o relatório da ONU é a ratificação, em âmbito mundial, de todos os estudos que já vinham demonstrando que não há qualquer relação entre a facilidade de acesso do cidadão às armas de fogo e o aumento nas taxas de homicídios, os quais, em verdade e como também registra o estudo, estão diretamente relacionados às atividades criminosas, como o tráfico de drogas”.

“O relatório, tendo como origem justamente a entidade que mundialmente mais vinha se empenhando pelo desarmamento, deve, no mínimo, promover uma profunda reflexão naqueles que defendem a tese apenas por uma questão de ideologia”, conclui Rebelo. O relatório do estudo, na íntegra, pode ser acessado na página do Escritório da ONU para Drogas e Crimes: (http://www.unodc.org).
 
GOVERNO ESTADUAL QUER TROCAR ARMA POR DINHEIRO

Deve ser votada esta semana, na Assembléia Legislativa, mensagem do governo que propõe uma remuneração a quem entregar armas de fogo ao Estado. Cada arma seria trocada por R$ 100,00. Com a medida, o governo espera ver diminuído o número de homicídios no Ceará. A mensagem também prevê bônus em dinheiro pela entrega de munição e acessórios ligados aos armamentos.

24 de outubro de 2011

Aviso promocional - programa Coletiva, nesta terça, às 20h30

Convido vocês a verem o programa Coletiva que a TV O Povo exibirá nesta terça-feira, 25, às 20h30. 

O entrevistado é o vereador Carlos Mesquita (PMDB), e eu sou um dos entrevistadores, ao lado de Kézya Diniz (TV Jangadeiro), Bruno Cabral (jornal O Povo) e o ambientalista João Saraiva. O jornalista Marcos Tardin apresenta.

Falamos sobre a decisão judicial que permite construções nas chamadas dunas do Cocó (isso é em Fortaleza, leitores de fora). A questão é controversa, e a entrevista foi animada. Assistam e vejam se vocês concordam.

TV O Povo: canal 48 (aberto), 23 na Net e neste link.

O que disseram que o soldado disse

Meu artigo no Estado

Seqüestrado na Faixa de Gaza em junho de 2006 pelo Hamas, o soldado israelense Gilad Shalit, na época com 19 anos, vinha sendo usado desde então como moeda de troca pelo bando empenhado em matar judeus, que passou os últimos cinco anos escarnecendo os familiares e compatriotas do refém.

Um desses atos de deboche foi colocar um sósia do israelense para desfilar pelas ruas de Gaza, algemado e cercado por homens encapuzados, enquanto o povo ria da palhaçada. Em outra ocasião, a televisão do Hamas exibiu um desenho animado em que o soldado choramingava no cativeiro, chamando a mãe, sendo avisado por um menino árabe que Israel não se importa com ele.

Na semana passada, o governo israelense aceitou trocar Shalit por mil e tantos terroristas árabes - entre eles 315 condenados à prisão perpétua -, autores materiais e intelectuais do assassinato de centenas de judeus. Metade seria solta para que Shalit fosse apresentado no Egito, e a outra metade seria liberada quando o soldado estivesse enfim sob a guarda de Israel.

Enquanto os matadores de judeus saíam das cadeias israelenses saudáveis, corados e bem dispostos (foram logo tomando parte nas celebrações preparadas pelo Hamas), Shalit surgiu magro, abatido, pálido, com dificuldade de respirar, psicologicamente debilitado, submetido a uma última provação por seus raptores: uma maliciosa entrevista na TV estatal egípcia na presença de homens do Hamas armados, incluindo o mestre de cerimônia.

Foi nessas condições que a entrevistadora, árabe, perguntou ao israelense quais "lições" ele aprendeu no cativeiro. Em hebraico, o confuso Shalit disse acreditar que um acordo poderia ter sido acertado mais cedo. Nisso interveio o homem do Hamas para anunciar que o soldado estava elogiando o fato de que o acordo foi acertado "num tempo tão curto". 

Em outro ponto a moça perguntou: "Há mais de quatro mil palestinos [sic] detidos em prisões israelenses. Você vai fazer alguma campanha pela libertação deles?". Depois de alguns segundos de silêncio, aparentemente sem ter entendido direito a indagação, Shalit respondeu: "Eu ficaria muito contente se eles fossem libertados, desde que eles não voltem a lutar contra Israel".

Mas o intérprete, na maior inocência, esqueceu de traduzir a segunda metade da frase, e foi essa frase incompleta, sem a ressalva essencial, que ganhou o mundo pela reprodução da mídia ("Soldado israelense diz que ficaria feliz com libertação de palestinos", etc., etc.). No início da entrevista, Shalit foi questionado sobre sua condição médica. "Eu não me sinto muito bem", ele disse. Tradução do Hamas, repetida pela mídia: "Eu me sinto bem". 

E assim o terror colheu mais um ganho publicitário pelas manchetes dos jornais.

***
Mais informações no blog do jornalista Roberto Kedoshim, Notícias de Sião.

20 de outubro de 2011

Um padre de luto!

O padre comunista (falso padre, portanto) Haroldo Coelho está morto de triste. Saiba por quê.

3 de outubro de 2011

Ditadura gay: cortesia da OAB

Meu artigo no Estado

Além de terem instituído a disseminação do analfabetismo como meta do sistema educacional, os esquerdistas que nos governam estão trabalhando para enfiar a doutrinação gay no currículo escolar, a pretexto de fomentar a "tolerância" e combater a "homofobia", entre outros termos da novilíngua usada para iludir o público externo.

Depois de ficarem ar-ra-sa-dos com o revés do kit gay, os serelepes militantes planejam agora impor seu proselitismo sexual nas salas de aula com a colaboração da Ordem dos Advogados do Brasil, que pretende reescrever a Constituição Federal segundo as mais tirânicas, ofensivas e absurdas exigências de um pobre e perseguido lobby que conta apenas com o apoio do governo federal, dos meios de comunicação de massa, da ONU, da Fundação Ford, do George Soros e por aí vai.

A OAB fez chegar ao Senado uma proposta de Estatuto da Diversidade Sexual. Conforme suas disposições gerais, "visa a combater a discriminação e a intolerância por orientação sexual ou identidade de gênero e criminalizar a homofobia, de modo a garantir a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos individuais, coletivos e difusos". Quem praticar "condutas discriminatórias ou preconceituosas previstas neste estatuto em razão da orientação sexual ou identidade de gênero" estará sujeito a prisão de dois a cinco anos. A petista Marta Suplicy já vem maquinando pela aprovação do projeto.

E o que é "homofobia" exatamente? A OAB não explica. Nem a Marta Suplicy. Nem as novelas da Globo. A vaguidão é proposital. "Homofobia" é um conceito elástico onde cabe qualquer opinião contrária ao discurso militante. É a pérola do jargão de um grupo organizado cuja base de ação consiste na intimidação psicológica e na autovitimização histérica.

Ficam ameaçados de prisão, portanto, os pais que se opuserem ao artigo 60 do estatuto: “Os profissionais da educação têm o dever de abordar as questões de gênero e sexualidade sob a ótica da diversidade sexual, visando superar toda forma de discriminação, fazendo uso de material didático e metodologias que proponham a eliminação da homofobia e do preconceito”.

Outro artigo do estatuto afirma: “Os estabelecimentos de ensino devem adotar materiais didáticos que não reforcem a discriminação com base na orientação sexual ou identidade de gênero”. Já podemos imaginar os livrinhos didáticos da nova era: "Estou apaixonada pela Cláudia, mas ela prefere meninos"; "Descobrindo a sexualidade no jardim de infância"; "Superando barreiras: desafios de uma drag queen mirim". E os clássicos adaptados? "Romeu e Romeu"; "Dom (na) Casmurro (a)"; "Odisséia - versão homoafetiva".

Os que estiverem rindo devem ficar precavidos. Se o cavalo de Tróia da OAB atravessar o portão, piada e riso viram crimes de ódio, e teremos sorte se a ditadura gay nos deixar rir no interior da cela.

Israel: Saulo Tavares responde a um "especialista"

O impasse entre Israel e os ditos palestinos é tema de matéria do Diário do Nordeste (2.10) que traz a "opinião do especialista" Sued Lima, do Observatório das Nacionalidades da Universidade Federal do Ceará. Vejam aí:  

"Israel tem inviabilizado busca pela paz
O histórico do conflito mostra claramente que os sucessivos governos israelenses jamais consideraram seriamente a possibilidade de criação do Estado palestino. Suas ações têm se composto de uma sequência de desrespeitos a todas as resoluções da ONU, de ocupação militar de territórios palestinos e de massacres de um povo sem defesa, tudo encoberto por uma poderosa retórica midiática que distorce os fatos ao apontar os palestinos como terroristas e contrários à paz.

A iniciativa do presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas junto à ONU foi um verdadeiro golpe de mestre, pois escancarou quem são os verdadeiros obstáculos ao processo de paz: Israel e seu grande mantenedor, os EEUU. Ao mesmo tempo em que impede o reconhecimento do Estado palestino, Netanyahu, primeiro-ministro israelense, autoriza mais construções de colonos judeus em territórios árabes. Isso tudo amplia o isolamento do criador, EEUU, e de sua criatura, Israel, no cenário mundial. É de se esperar que esse isolamento redunde em retorno às negociações, sem exigências prévias e descabidas por parte dos dirigentes judeus.

Sued Lima 

Pesquisador da UFC"

Pois bem. Trago novamente ao blog o Saulo Tavares, membro da Sociedade Israelita do Ceará, que mandou para o Diário do Nordeste a seguinte refutação do comentário de Sued Lima:

"Senhor editor,

Boa matéria na edição deste domingo a respeito do conflito árabe israelense. As opiniões do professor e coordenador do curso de Relações Internacionais da Ibmec, José Luiz Niemeyer, e do professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Heni Ozi Cukier, são bem fundamentadas e equilibradas.

Até mesmo o presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, Jamil Ibrahim Iskandar, demonstrou equilíbrio em sua explanação, mesmo defendendo seu lado da questão.

Dissonante apenas a opinião do "especialista", o “Pesquisador da UFC Sued Lima”.  Um especialista, a meu ver, deveria explicar a situação de uma maneira didática e que levasse ao entendimento dos fatos.  O "especialista" consultado pelo DN se limita ao lugar comum de condenar Israel e acusá-lo por todo o mal, para isso não é necessário ser um especialista.  Basta simpatizar com a causa árabe e repetir seus slogans e sua propaganda sem ligação factual.

Além disso, cita acontecimentos sem qualquer base histórica.  Os Estados Unidos não foram responsáveis pela criação de Israel (“criador, EEUU, e sua criatura, Israel”) tendo votado a favor da partilha apenas depois do voto da extinta União Soviética e seus satélites para não perder o bonde da história para o inimigo.

Também não se pode creditar aos sucessivos governos israelenses “jamais terem considerado seriamente a possibilidade de criação do Estado palestino”.  Ehud Barak em Camp David não só considerou como ofereceu a Arafat o tal “estado palestino” que o árabe dizia querer, inclusive com a entrega de parte de Jerusalém.  O resultado foi mais uma negativa e o desencadeamento de outra intifada.

Já em 1967, logo após a Guerra dos Seis Dias, Israel ofereceu a troca dos territórios conquistados por paz.  A resposta árabe foram os famosos, embora sempre convenientemente esquecidos por “especialistas” do naipe de Sued Lima, três nãos formulados na Conferência de Cúpula de Cartum em agosto de 1967: “Não à paz com Israel, não a negociações com Israel e não ao reconhecimento de Israel”.

Não à paz disseram os árabes, muito embora para o “especialista” consultado pelo DN caibam unicamente a Israel as ações que têm se composto numa "sequência de desrespeitos a todas as resoluções da ONU" (a primeira foi desrespeitada pelos próprios árabes ao recusarem acatar a partilha que destinava apenas 1% da região aos judeus), a "ocupação militar de territórios palestinos" (Gaza foi devolvida sem condições e ao invés de trazer paz trouxe mais violência) e de "massacres de um povo sem defesa" (sem defesa? de Gaza saem diariamente centenas de foguetes lançados contra território israelense).

E quais seriam as exigências prévias e descabidas por parte dos dirigentes judeus?  Israel apenas pede o fim das agressões contra seu território e população e o reconhecimento árabe ao seu direito de existir em paz e segurança para sentar à mesa de negociações.  Pergunto a Sued Lima: O que há de prévio e descabido nisso?

Saulo Tavares
Membro da Sociedade Israelita do Ceará"