Uma coisa morta pode seguir com a corrente, mas só uma coisa viva pode ir contra ela. G. K. Chesterton


31 de dezembro de 2009

Mensagem aos irmãos verdes

Artigo no jornal O Estado

Ainda desgostoso com o desfecho da conferência em Copenhague, dedico aos meus irmãos eco-socialistas uma mensagem de incentivo. É verdade que levamos um golpe, mas a luta continua (como se fosse preciso lembrar). Construir o outro mundo possível, onde o ser vem antes do ter, requer esforços diários no sentido de conscientizar as massas.

A lógica do capital não compreende a importância do planeta para a dignidade da pessoa humana. Se a Terra desaparecer, onde vamos morar? É desnecessário insistir neste ponto. O que deve ser denunciado com vigor por nós, os verdes, é a cínica operação desencadeada pelo capital, logo após o encerramento da reunião em Copenhague, no intuito de iludir o público leigo. Quer dizer então que a Europa e os Estados Unidos estão debaixo de neve? Ao mesmo tempo? Que coincidência...
Acompanhem meu raciocínio. Não parece um tantinho estranho o fenômeno das nevascas, não apenas em um, mas em dois continentes e ao mesmo tempo? Essas tempestades de gelo surgem exatamente agora, quando nós todos sabemos que o aquecimento global é inequívoco e irreversível? Acham mesmo que somos ingênuos?

Vê-se que a manobra foi executada com esmero. Notem a sincronia. No momento em que a humanidade precisa ajustar sua organização política e econômica, seu modo de pensar e agir; no momento em que Gaia pede sacrifícios, incluindo o abate de cachorros, gatos, vacas, homens, mulheres, crianças e outros emissores de gases tóxicos - justo neste momento, a neve pesada cai em dois continentes, e a televisão se enche de paisagens congeladas. A quem o capital pretende enganar com seus truques publicitários? Fiquem à vontade, manipuladores. Espalhem caminhões de neve pelo mundo inteiro. Os verdadeiros amigos do planeta não vão cair nessa.

Infelizmente, não podemos ignorar o feitiço da mídia sobre as mentes mais fracas. Já encontro por aí alguns sujeitos duvidando do aquecimento global inequívoco, mencionando, a título de argumento, as tais nevascas batedoras de recordes. Acham até que o mundo não vai acabar. Esses obtusos, sem o perceber, já caíram no jogo dos inimigos de Gaia.
Portanto, fique atento, irmão verde. Como diz Al Gore, "o planeta está com febre". Não seja tolo a ponto de acreditar no que você vê. Alienação tem limite. Se vierem para você com história de nevasca, mostre ao impertinente os estudos mais recentes da ONU e as matérias do Fantástico. Não temos tempo a perder com gente de cabeça fechada. Só o que interessa é agir, agir e nada mais.

22 de dezembro de 2009

Fé no Greenpeace



Mais um vídeo com o Christopher Monckton entrevistando uma militante do Greenpeace (a do "pensamento positivo") durante a segunda Conferência Internacional do Clima, realizada em Berlim no dia 4 de dezembro. Transcrevo para vocês. Sintam a devoção da moça. Ela se sentiria enganada caso descobrisse que não existe aquecimento global? Ela responde: não.

* * *

Militante - Eu vim porque sou membro do Greenpeace e nós ouvimos que essa conferência é sobre algumas pessoas que negam as mudanças climáticas.

Monckton - Tem havido mudanças climáticas por quatro bilhões de anos, não tem?

Militante - É você quem diz, eu sou jovem.

Nos últimos 80 anos, a mudança climática acelerou e agora temos um grande problema.

Monckton - A ONU, em seus cálculos, mostra que nos últimos 20 anos nós não podemos ter provocado efeito algum no clima. Você está dizendo que nos últimos 20 anos nós subitamente fizemos algo que realmente mudou o clima?

Militante - Bem, se você olhar as geleiras, se você olhar os pólos... O clima muda.

Monckton - O Greenpeace é uma organização militante, certo?

Militante - Como assim organização militante?

Monckton - Bem, não é um gabinete meteorológico, é?

Militante - Não, claro que não.

Monckton - Por que você acredita em informes, do Greenpeace ou de qualquer outra pessoa, sem examiná-los de fato?

Militante – Porque eu vi isso, eu sou da Noruega, eu vi as geleiras há 20 anos, eram muito maiores do que são agora, eu vejo que a fauna e a flora estão mudando.

Monckton - Se você descobrir que tudo que eu te disse sobre o clima (é verdade) – que temos esfriamento global há nove anos, que recentemente tivemos a menor atividade de furacões dos últimos 30 anos, que praticamente não houve mudança na extensão global do gelo marítimo nos últimos 30 anos –, você pensaria que a organização na qual você acredita te enganou?

Militante: Não.

Monckton – Eu peço a você que não acredite em mim nem em qualquer outra pessoa – mas que faça como você falou agora e verifique por si própria. Quando você o fizer, acho que você vai descobrir que está fazendo campanha por um problema inexistente. Muito obrigado.

Militante – Veremos.

18 de dezembro de 2009

Lorde Monckton versus Greenpeace, ou: fatos são "pensamento positivo"



Lorde Christopher Monckton foi assessor de Margareth Thatcher e é hoje uma das vozes mais influentes no combate à farsa do aquecimento global. Entre outros feitos em benefício da decência humana, Lorde Monckton impediu judicialmente que Uma Verdade Inconveniente fosse exibido nas escolas britânicas. Alegação: o filme é uma fraude. Al Gore já foi desafiado mais de uma vez por Monckton a um debate cara a cara. Al Gore recusou-se. Por que será?

Neste vídeo, Monckton entrevista militantes do Greenpeace durante a segunda Conferência Internacional do Clima, realizada em Berlim no dia 4 de dezembro. Transcrevi os diálogos. Vejam e escutem a reação desses eco-socialistas cheios de boas intenções (querem salvar o planeta, nada menos) ante as informações apresentadas por Monckton - que você aí no outro lado do monitor também não encontrará na grande imprensa. Atenção especial para a resposta à pergunta "Como você reage diante desses fatos?". Lavagem cerebral não é brincadeira.
* * *
Maluquinho da abertura: Devemos manter nosso planeta habitável, e se ele ficar mais e mais quente, vai com certeza dar um feedback e a temperatura pode ficar fora do controle, e aí não vai ter volta.

Lorde Monckton - O nível do mar subiu quanto nos últimos quatro anos?

Militante - Eu não sou... Eu não estudo meteorologia ou...

Monckton - Praticamente não subiu. Mas você tem visto reportagens na mídia dizendo que o nível do mar está subindo cada vez mais rápido?

Militante - (...) Acho que sim.

Monckton - (apontando para o cartaz) Tem uma frase ali dizendo que a mudança climática é um fato. Tem sido um fato por quatro bilhões de anos, não é?

Militante - Acho que sim.

Monckton - Nos últimos dez ou quinze anos, o mundo ficou mais quente, ficou igual ou ficou mais frio?

Militante - Não sei.

Monckton - Qual temperatura a Terra deveria ter em média?

Militante - Agora, é...

Monckton - Qual é a melhor temperatura para a Terra?

Militante - (...)

Monckton - Qual é a temperatura hoje?

Militante - Não sei, éee... A temperatura não é a mesma todo dia.

Monckton - A maioria das criaturas vive nas partes mais quentes do mundo. Poucas criaturas vivem nas partes mais frias. Sendo assim, não é fato que as mais quentes são melhores para a saúde?

Militante - Não.

Militante - Não. O que você quer que eu diga?

Monckton - Estou te fazendo a pergunta.

Monckton - Você está surpresa ao descobrir que não houve aquecimento global nos últimos 15 anos?

Militante - Você não tem dúvida?

Monckton - Eu verifiquei os dados. Quatro conjuntos de dados.

Militante - Como é que você sabe disso?

Monckton - Eu pego os dados dos satélites e organizo o chamado “least-squares linear-regression trend”, o que significa que você tem um sistema de dados estatísticos – um que sobe e desce – que pode ser processado matematicamente para mostrar a tendência durante um determinado período, e durante os últimos 15 anos não houve aumento estatisticamente significativo da temperatura de forma alguma. São esses os fatos. Como você reage diante desses fatos?

Militante - Acho que isso é pensamento positivo, honestamente.

Monckton - Você acha que é uma boa notícia?

Militante - É claro que é uma boa notícia.

Monckton - Volte ao Greenpeace, que organiza esse evento (protesto), e pergunte a quem quer que tenha te mandado aqui por que foi que te mandaram aqui, agora que você sabe que não houve aquecimento global nos últimos 15 anos. Eu quero que você pergunte isso a eles.

Militante - Vou perguntar.

Monckton - o Greenpeace é uma organização militante, certo?

Militante - Como assim organização militante?

Monckton - Bem, não é um gabinete do clima, é?

Militante - Não, claro que não.

Militante - Você tem um monte de fatos. Você tem mais fatos que a minha cabeça.

14 de dezembro de 2009

Não existe aquecimento global

Desligue a televisão e busque o conhecimento.

A Terra está esfriando. É o que afirma José Carlos Parente de Oliveira, Doutor em Física com Pós-doutorado em Física da Atmosfera e professor da Universidade Federal do Ceará:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=691894

A Terra vai esfriar nos próximos 20 anos. Quem nos informa é outro herege, Luiz Carlos Molion, meteorologista da Universidade Federal de Alagoas e representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Do alto dos seus 40 anos de experiência em estudos do clima, Molion assegura que o homem é incapaz de causar um aquecimento global:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/12/11/nao-existe-aquecimento-global-diz-representante-da-omm-na-america-do-sul.jhtm

Neste vídeo, Molion expõe a picaretagem do aquecimento global em palestra - recheada de dados - proferida no XXI Fórum da Liberdade. Imperdível:
http://www.youtube.com/watch?v=qB7GcXu9-Vc

Na seção de vídeos do Mídia Sem Máscara, confira o documentário The Great Global Warming Swindle (A Grande Farsa do Aquecimento Global), produzido pelo Canal 4 britânico. Legendado em português:
http://www.midiasemmascara.org/videos/viewvideo/5/Ambientalismo/A-grande-farsa-do-Aquecimento-Global-1.html

E como chegamos a esse estado de coisas na grande imprensa? Olavo de Carvalho comenta a uniformização ideológica da mídia em escala mundial:
http://www.olavodecarvalho.org/semana/091214dc.html

10 de dezembro de 2009

Como engabelar o telespectador

Artigo no jornal O Estado (texto integral)

Em clima de conferência do clima em Copenhague, o programa Fantástico (6 de dezembro) preparou psicologicamente o telespectador para a catástrofe planetária que se aproxima, oferecendo contudo uma saída para o apocalipse devidamente sacramentada pela Organização das Nações Unidas. A saída consiste em fazer o que a ONU disser que deve ser feito.

Os e-mails vazados por hackers que expõem a falcatrua dos cientistas da Universidade de East Anglia, comunicaram os apresentadores do programa, foram categoricamente desacreditados pela ONU. O aquecimento global é "i-ne-quí-vo-co" (Zeca Camargo caprichou na ênfase). Portanto, os alienados devem tirar o cavalo da chuva: o mundo vai acabar mesmo. Assim diz a ONU, a autoridade máxima da nossa era.

Sem mostrar ao telespectador o conteúdo de algumas das mensagens trocadas pelos cientistas (como, por exemplo, aquela que fala em usar o "truque" para esconder o "declínio" da temperatura), o Fantástico deu o assunto por encerrado. A tese do aquecimento global está sendo usada como pretexto de uma regulação econômica sem precedente, pois se trata de uma regulação global – nenhum imperador em qualquer época alcançou tamanha jurisdição. E como reage o Fantástico (a grande imprensa inteira) ante a descoberta de milhares de documentos que podem desmascarar essa tese? Faz de conta que o caso não tem importância. Chamam isso de jornalismo.

A matéria diz ainda que "o mundo inteiro está preocupado", pois "a Terra já está quase 1º C mais quente do que há 150 anos, quando começou a era industrial". Grande coisa! A temperatura da Terra tem variado desde o primeiro dia. Houve períodos quentes e períodos frios. O físico José Carlos Parente de Oliveira, da Universidade Federal do Ceará, em entrevista ao Diário do Nordeste (15 de novembro), nos informa que por volta dos anos 1300 (segundo minhas fontes, nessa época não existiam fábricas nem automóveis, tampouco petrolíferas) ocorreu o chamado Período Quente Medieval, em que a temperatura da Terra foi superior à atual em cerca de um grau centígrado. Por volta dos anos 1800 tivemos a Pequena Era Glacial. Não há nada de anormal na possibilidade de a temperatura ter subido (ou baixado) num certo espaço de tempo. Já aconteceu antes e acontecerá novamente, independentemente do que a humanidade faça ou deixe de fazer.

Além disso, José Carlos Parente de Oliveira e centenas de outros cientistas "céticos" (termo que na acepção da ONU equivale a "hereges") sustentam que a temperatura do planeta vem caindo – caindo - desde 1998. Existem dados colhidos por satélites para prová-lo, mas, conforme o físico, "esses dados não são aceitos e nem utilizados pelo IPCC nos seus documentos". Ou seja: a ciência da ONU está fechada ao debate. Isso não é ciência, é ideologia fanática.

E o Fantástico martela: precisamos controlar as emissões de CO2, já que "está com-pro-va-do que há uma relação direta entre o aumento da concentração do gás na atmosfera e o aumento da temperatura". Não está não, Sônia Bridi. Ouçamos José Carlos Parente de Oliveira mais uma vez:

"A hipótese do aquecimento global antrópico defendido pelo IPCC não possui base científica sólida. Não há dados observacionais que provem cabalmente a influência humana no clima. Se voltarmos um pouco no tempo nós constataremos que entre os anos de 1945 e 1977 houve um resfriamento da Terra, acompanhado de grande alarde de que o planeta congelaria, haveria fome, milhares de espécies desapareceriam etc. E veja que nesse período houve grande queima de carvão e petróleo motivada pela reconstrução da Europa e da Ásia após a 2ª Guerra Mundial. Outro exemplo de não conexão entre concentração de CO2 e temperatura da Terra ocorreu entre os anos 1920 e 1940, período em que a Terra esteve mais quente que os anos finais do século XX, e nesse período a atividade de queima de combustível foi de apenas 10% do que foi observado nos anos 1980 e 1990".

O recorte temporal usado na matéria é o recorte vendido ao mundo pela ONU e tem relação com o objetivo político da coisa toda. Ligar a fraude do aquecimento global à era industrial remete a um velho slogan: a culpa é do capitalismo. Não é à toa que a militância socialista adotou a histeria do aquecimento como cavalo de Tróia do governo mundial que está sendo arquitetado neste exato momento em Copenhague. Enquanto o comissariado vai preparando taxas e metas compulsórias de alcance global, passando por cima das soberanias nacionais, a grande imprensa vai fazendo o seu trabalho de menina de recados do clube, engabelando o público. É fantástico.