Uma coisa morta pode seguir com a corrente, mas só uma coisa viva pode ir contra ela. G. K. Chesterton


20 de março de 2009

Vejam no que deu vender o patrimônio do povo brasileiro

Segundo a Anatel, foram registrados 152,36 milhões de assinantes de celulares no Brasil em fevereiro deste ano:


"A teledensidade, índice que mostra o número de telefones móveis para cada grupo de 100 habitantes, registrou crescimento de 22,82% e saltou de 65,09 (0,65 celular por habitante) em fevereiro de 2008 para 79.94 em fevereiro deste ano - ou quase 0,8 celular por habitante".
Lembro do tumulto que a esquerda fez durante o processo de privatização da Telebrás. Eu tinha 13 anos e confesso que fui na onda dos nossos valentes nacionalistas... Eu era um menino ingênuo, me dêem um desconto. Posso alegar em minha defesa que deixei de ser um menino ingênuo (ou tento não ser na medida do possível), enquanto muitos daqueles senhores que protestavam histericamente continuam idiotas.

Lembro dos professores de história e geografia no colégio denunciando aquele crime de lesa-pátria. O patrimônio DO POVO BRASILEIRO seria vendido para os malditos capitalistas gringos que só pensam em lucrar. E o pior de tudo, vocês devem lembrar, é que iam vender o patrimônio do povo brasileiro A PREÇO DE BANANA! Entreguistas desgraçados!


Atenção para a militante com a bandeira do PT. Bons tempos...

Todos os brasileiros que têm a pretensão de crescer deveriam confrontar os slogans esquerdistas do período com a realidade atual e tirar suas conclusões. Veja o que as forças reacionárias estavam dizendo em 1998: privatizar a Telebrás é calar o Brasil.

Nenhuma pessoa em sã consciência pode negar hoje os benefícios da privatização. O Brasil não calou. Aparelhos celulares viraram artigos comuns à maior parte da população, a mesma que dificilmente teria acesso a essa tecnologia no tempo da telefonia estatal. Eu tenho um e você aí também. Os modelos e planos ficam cada vez mais baratos. E quem ousa negar a contribuição gigantesca da iniciativa privada para a expansão da internet no país?

Todos os estatistas que derramaram lágrimas de tristeza cívica, rigorosamente todos, andam por aí agora com seus aparelhos de última geração, alguns até batem foto e tocam MP3. Hoje em dia os militantes antiprivatização combinam os protestos pelo celular.

É como disse o Roger Prado: mesmo que alguns ainda não saibam, todos ficaram mais felizes. Empresas devem ser administradas por empresários, não por políticos. Por que você acha que essa quadrilha de Brasília adora uma estatal? A farra é garantida, e a fundo perdido.

Se a Telebrás ainda fosse "do povo brasileiro", as diretorias da empresa estariam loteadas entre os afilhados do petismo, cada um roubando a quantia determinada pela direção do partido. O "nosso" patrimônio estaria sendo cuidado por gente da qualidade de Jader Barbalho, José Sarney, Renan Calheiros e ladrões semelhantes aliados da classe companheira. O dinheiro do povo brasileiro estaria sendo usado para pagar as comissões das negociatas. A preço de banana?

14 de março de 2009

Ivan Valente e Inácio Arruda propõem o carimbo racial

O senador cearense Inácio Arruda, do Partido Comunista do Brasil, está defendendo um projeto de lei do deputado Ivan Valente, socialista e da liberdade (tem gente que acredita), que inclui o quesito cor/raça nas fichas de matrícula e nos dados cadastrais de escolas e faculdades públicas e privadas. Ou seja: todo mundo que estuda no Brasil vai ganhar do Estado um carimbo de "branco" ou "negro".

O relatório de Inácio a favor do projeto será examinado no próximo dia 17 na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. Ele diz que a medida servirá para que os burocratas do MEC definam "ações e políticas afirmativas e de promoção da igualdade racial na comunidade escolar".

Ainda estudante de jornalismo na UFC, escrevi um texto para um jornalzinho do curso sobre a ânsia da esquerda em estabelecer o racialismo no Brasil. Lá pelas tantas eu dizia:

"O senador Paulo Paim (PT-RS) chegou a elaborar, ano passado (2006), projeto de lei prevendo a identificação de negros em documentos pessoais. Isso mesmo. Negros teriam carteirinhas de negro. Não se sabe se brancos teriam carteirinhas de branco ou se pardos teriam carteirinhas de pardo. Para nossa esquerda estúpida, o caminho mais eficaz no combate à desigualdade racial é justamente dividir, em nível constitucional, o país em negros e brancos. (...) Pode ser que num futuro próximo idealizado pelas boas intenções das mentes progressistas do Brasil seja de bom tom usar etiquetas dizendo 'cidadão branco' ou 'cidadão negro' nas roupas..."

Errei apenas o local das etiquetas. Se os desejos dos senhores Ivan Valente e Inácio Arruda forem concretizados, a classificação será feita não nas roupas, mas nas fichas de matrícula dos estudantes do nosso país. A esquerda como sempre botando o Brasil na rota do futuro.

Vejamos um caso desse fetiche racial na minha cidade, Fortaleza. Durante a campanha do ano passado, uma manifestação de apoio à reeleição da prefeita Luizianne Lins foi apresentada desta maneira no release distribuído à imprensa (não tem link, recebi por e-mail):

"O movimento de raça e etnia sairá às ruas para mostrar à população a força do apoio que tem a reeleição da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). O setorial de Raça e Etnia da Coligação Fortaleza Cada Vez Melhor vai reunir para o cortejo lideranças raciais, religiosas e étnicas, em defesa dos seus direitos, contra a homofobia, o racismo e a intolerância às religiões de matrizes africanas. Será também uma oportunidade de reconhecer as políticas públicas implementadas pela gestão popular de Luizianne voltadas para os diversos segmentos sociais, como o movimento negro. Nos últimos três anos e oito meses, sua gestão realizou ações de combate ao racismo, como a 1ª Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial em 2005 (...) Criou o Segmento da População Negra no Orçamento Participativo"

Uma pergunta: criar um serviço público usando como critério a cor da pele do beneficiado é racismo ou não é? Se você acha que não, sugiro que imagine, por exemplo, a existência de um Segmento da População Branca no Orçamento Participativo.

Outra pergunta que eu pensei em fazer, mas não vou fazer, é como o pessoal da prefeitura de Fortaleza decide quem é negro e quem não é.

Criar nichos estatais destinados a negros, gays etc. serve apenas para satisfazer uma penca de ongueiros e burocratas que ganham a vida (as verbas) na base de políticas segregacionistas e mistificadoras.

Uma salva de palmas para todos que apóiam a divisão da sociedade e da Constituição em cidadãos legalmente brancos e legalmente negros. Mais um pouquinho e nós teremos um apartheid politicamente correto no Brasil. É bom ir logo examinando a pele do seu filho para quando for preencher o formulário de matrícula no colégio.

5 de março de 2009

Lula sambando e o MST matando

Artigo no jornal O Estado

Dizem que Lula tem 80 e tantos por cento de aprovação. Um caso de unanimidade nacional. Os jornais informam, porém, que o presidente chegou quase anonimamente ao sambódromo no Rio. O cerimonial presidencial impediu inclusive que a presença de Lula fosse anunciada ao microfone pelo locutor do desfile. Aquela vaia no Maracanã realmente traumatizou. Lula só deu o ar da graça na hora de tirar uma casquinha da doença de Neguinho da Beija-Flor.

O presidente abraçou Neguinho, jogou camisinhas para os foliões, sambou e fez a alegria publicitária do patrono da Beija-Flor, Aniz Abraão David, que controla o município da Baixada Fluminense e foi preso quatro vezes pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. Se fosse mensaleiro, não teria sido preso.

No dia anterior à folia de Lula, integrantes do MST assassinaram quatro seguranças de uma fazenda em Pernambuco. Provavelmente os militantes desse bando financiado pelos pagadores de impostos brasileiros cumpriram as ordens do barão de dinheiro público João Pedro Stedile:

"A luta camponesa abriga hoje 23 milhões de pessoas. Do outro lado há 27 mil fazendeiros. Essa é a disputa. Será que mil perdem para um? É muito difícil. O que nos falta é nos unirmos, para cada mil pegarem um. Não vamos dormir até acabarmos com eles."

João Pedro Stedile fez essa exortação ao seu exército em 2003. A mensagem é clara para quem quiser acreditar nos próprios olhos e ouvidos. Lula não se incomodou e continuou recebendo o MST em Brasília, posando para fotos com o boné da quadrilha, enriquecendo seus líderes e contribuindo para a guerra civil no campo. Quatro famílias choram neste momento. Sem o afago de Brasília, sem o afago de ONGs, teóricos de universidades e padres de passeata.

Lula é um delinqüente. Preste atenção à reação dele à declaração de Gilmar Mendes. O presidente do STF criticou o repasse de dinheiro público ao MST. O Estado não pode financiar agentes que praticam ilegalidades. E Lula? O presidente da República achou que Mendes havia dito aquilo apenas na condição de cidadão. É uma piada: Lula não consegue conceber que o presidente do STF peça o cumprimento das leis. Para Lula, se o presidente do STF lembra que as leis devem ser cumpridas, é porque Gilmar Mendes assume uma posição apenas pessoal, e não porque esteja exercendo seu papel institucional. O MST invade, saqueia e mata. Lula samba em cima da Constituição.