Uma coisa morta pode seguir com a corrente, mas só uma coisa viva pode ir contra ela. G. K. Chesterton


29 de dezembro de 2011

Ano bom para os bandidos

Artigo do Rodolfo Oliveira no Estado de 22 de dezembro

Os bandidos no Brasil estão em polvorosa. Enquanto os nobres parlamentares brasileiros aprovam a Lei da Palmada e o desarmamento civil, os criminosos impõem, a ferro e fogo, a Lei da Bala. O Brasil é uma festa. Aqui, as pessoas chamam assassinos de “ex-ativista político” e terroristas de “jovens guerrilheiros ideológicos”. Tentem dar uma palmada no seu filho.

O moleque jogou gasolina na irmãzinha mais nova e tentou atear fogo na coitada. Você corre lá, arranca os fósforos da mão do guri e lhe aplica uma palmada no bumbum. Pronto. Você terá agora que lidar com todo tipo de militante politicamente correto e pró “direitos humanos” pelo resto da vida, militantes estes que lhe encherão o saco até você reconhecer que sim, “sou um monstro ignóbil, um ser vil, um destruidor de infâncias alheias e mereço ir para a cadeia por causada daquele atentado contra a juventude (a palmada)”.

Mas eu falava sobre a violência. De acordo com o Mapa da Violência 2012, 50 mil brasileiros morrem vítima da violência todos os anos. Um ser extraterrestre, vendo tais números, poderia me questionar. “Mas como?”. Simples, meu caro ET. Esses dados são consequência direta de uma política pró-bandido.

O pacote é completo e inclui a adequação de certas nomenclaturas à nova realidade (assassino de 17 anos de idade não é um assassino, e sim, um jovem em situação de risco e em conflito com a lei), a criação de mitos (vamos todos promover o desarmamento civil, ainda que 99% dos crimes sejam cometidos por bandidos com armas ilegais) e, também, a glorificação da carreira de bandido (no cinema, na literatura, na música popular brasileira, bandido é sempre o excluído lutando contra a falta de oportunidade de um mundo indiferente e capitalista, enquanto as forças da lei são os caretas).

O fato é que carreira de bandido, no Brasil, compensa, e muito. Ora, eu tenho uma arma ilegal (que eu comprei à luz do dia em um mercado popular) e a lei a meu favor (sabe como é, só faço 18 anos no ano que vem). Vou pular o muro da casa do leitor e roubar lá o que tiver de roubar, afinal, eu sei que o governo praticamente impede que cidadão de bem tenha uma arma legal para defender a si e a sua família.

Para o azar do leitor, ele estava em casa na hora do ocorrido e, ossos do ofício, toma um tiro e morre. Pergunta. O que acontecerá com o bandido? Nada, é um “jovem em conflito com a lei”. O que acontece ao leitor? Vira estatística. Feliz Natal, leitores, e se não desejo um feliz Natal para os bandidos também, é só porque eu sei que eles já tiveram um ótimo ano.

19 de dezembro de 2011

Estatização das crianças avança

Meu artigo no Estado

Lendo seu parecer na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que aprovou a Lei da Palmada, a relatora do projeto, deputada Teresa Surita (PMDB-RR), resumiu: “Na educação de crianças e adolescentes, nem suaves palmadinhas nem beliscões, nem xingamentos, nem qualquer forma de agressão, tenha ela a natureza e a intensidade que tiver, pode ser admitida”. E nenhum idiota na Comissão votou contra esse delírio autoritário.

Enviado ao Congresso pelo presidente Lula em julho de 2010, o projeto da Lei da Palmada estabelece que castigo físico é uma “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em lesão à criança ou adolescente”. Tratamento cruel ou degradante é “conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente”. Naturalmente, o conceito de “lesão”, “crueldade”, “humilhação”, “ameaça grave” e “ridículo” será definido pelo Estado, o verdadeiro pai do povo.

Teresa Surita alegou que a lei não invade o recinto familiar: “As pessoas acham que a idéia do Estado é interferir na educação das crianças, ou que é um texto punitivo. Na verdade, é uma proposta educativa, de mudança de valores”. É claro que interfere, e é claro que pune. O Estado progressista está empenhado em mudar os valores da maioria da população, e para mudar é preciso forçar a mudança. Pela lei do Lula, o pai que der uma chinelada no filho para corrigir seu comportamento será encaminhado a tratamento psicológico e receberá advertências. Profissionais de saúde, professores e funcionários públicos serão encarregados de fazer denúncias ao conselho tutelar, e estarão ameaçados de multa caso ignorem a missão que o Estado lhes deu.

Ao mesmo tempo em que transformam em bandido o pai que dá uma palmada instrutiva no filho, os esquerdistas promovem a doutrinação gay nas escolas, um empreendimento que, para eles, não agride as crianças de forma alguma. É a mudança de valores em curso com o objetivo de abolir a família. O Estado pode fazer o que quiser com as crianças, seja ensinar-lhes uma conduta sexual politicamente correta (e quanto mais cedo melhor), seja ensinar-lhes que seus pais não têm autoridade sobre elas.

A Lei da Palmada foi incluída no Programa Nacional de Direitos Humanos 3, referendado pela Casa Civil da então ministra Dilma Rousseff e registrado no Tribunal Superior Eleitoral como plano de governo da futura presidente. É o mesmo programa que trata o aborto como “direito humano” e pede a aprovação de uma lei que o descriminalize, “considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”. Portanto, segundo a visão de mundo progressista, matar uma criança no útero é um direito humano, mas disciplinar a criança com uma palmada é cruel e degradante.

10 de dezembro de 2011

Ministro de Israel testa nova arma: a exposição dos fatos


Danny Ayalon, ministro adjunto de Assuntos Exteriores de Israel, expõe fatos relativos à questão dos refugiados no conflito Israel-Palestina. Veja como os líderes árabes e a ONU perpetuam os refugiados para usá-los contra Israel. Ayalon fala também dos judeus que foram expulsos de suas casas no mundo árabe e absorvidos por Israel (a exemplo da família paterna do próprio Ayalon, forçada a sair da Argélia). Já os países árabes não querem receber seus irmãos refugiados - por alguma razão misteriosa...

5 de dezembro de 2011

1935: a covardia comunista

Meu artigo no Estado

Os comunistas, segundo Lênin, devem recorrer a todo tipo de estratagemas, manobras, disfarces e subterfúgios para subir ao poder. Sendo esta uma norma de conduta do movimento comunista internacional, não é de estranhar que seus agentes no Brasil tenham agido com traição e covardia exemplares quando tentaram um golpe pela primeira vez.

A União Soviética de Stalin já tinha escravizado e assassinado multidões pelo bem da humanidade quando deu início à operação para instaurar esse simpático regime no Brasil. Luiz Carlos Prestes, chefe da Aliança Nacional Libertadora (os comunistas “libertaram” 100 milhões de pessoas no século passado) e agente do Comintern, trabalhava a infiltração marxista no Exército, cuja insurreiçãodesencadearia a derrubada do governo.

Depois de um ano e pouco de preparação, o levante começou no 21º Batalhão de Caçadores, no Rio Grande do Norte, em 23 de novembro de 1935. Depois de aterrorizarem Natal, agregando arruaceiros úteis numa orgia de vandalismo, os comunas são contidos pelas tropas legalistas.

Eventos semelhantes ocorreram em Recife, em 25 de novembro. Um sargento, à frente de um grupo de civis, ataca a cadeia pública de Olinda; um sargento tenta apoderar-se do Quartel- General da 7ª Região Militar, matando um tenente; outros comunistas tomam o 29º Batalhão de Caçadores e marcham sobre a capital pernambucana.Também lá as forças legalistas conseguem deter os rebeldes.

Por fim, na madrugada de 27 de novembro, foi a vez do Rio de Janeiro, então sede do governo federal. Os empregados da União Soviética atacam por dentro o 2º e o 3º Regimento de Infantaria, a Escola de Aviação e o Batalhão de Comunicações. Traíram e mataram companheiros de farda quando muitos ainda dormiam ou acabavam de acordar. Sem chance de defesa.

Eles defendem o regime do terrorismo, do campo de concentração, da ideologia compulsória, da execução dos “inimigos do povo”, mas os comunistas só querem o nosso bem – é o que eles vivem dizendo. Sonhavam com um país mais justo quando mataram brasileiros durante o sono.

Esse e outros episódios não interessam à construção da verdade e da memória que os comunistas deformam e escondem. Ainda há gente imune à mentira oficial, contudo. Em Fortaleza, no dia 27 de novembro, os mortos na Intentona Comunista de 1935 foram homenageados com missa no Seminário da Prainha, onde senhores patriotas e preocupados com os rumos da nação ouviram o poema “Toque de Silêncio”, que Carlos Maul escreveu em 1961 em tributo aos soldados vitimados pela sabotagem: “Mataram-nos porque sabiam que eles nunca se levantariam para unir-se a bandidos que queriam fazer de sua terra uma terra de escravos”.

2 de dezembro de 2011

Promovendo os amigos

Ótimo artigo do Wanfil no Estado. "É bem verdade que se o camarada Stálin fosse vivo e governasse o Brasil, o comissariado local não precisaria se submeter a essa humilhação imposta pela classe dominante. Mas, com o fim da União Soviética, o Ouro de Moscou minguou e o jeito foi se contentar com o Ministério do Esporte".