Meu artigo no Estado
Lendo seu parecer na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que aprovou a Lei da Palmada, a relatora do projeto, deputada Teresa Surita (PMDB-RR), resumiu: “Na educação de crianças e adolescentes, nem suaves palmadinhas nem beliscões, nem xingamentos, nem qualquer forma de agressão, tenha ela a natureza e a intensidade que tiver, pode ser admitida”. E nenhum idiota na Comissão votou contra esse delírio autoritário.
Enviado ao Congresso pelo presidente Lula em julho de 2010, o projeto da Lei da Palmada estabelece que castigo físico é uma “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em lesão à criança ou adolescente”. Tratamento cruel ou degradante é “conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente”. Naturalmente, o conceito de “lesão”, “crueldade”, “humilhação”, “ameaça grave” e “ridículo” será definido pelo Estado, o verdadeiro pai do povo.
Teresa Surita alegou que a lei não invade o recinto familiar: “As pessoas acham que a idéia do Estado é interferir na educação das crianças, ou que é um texto punitivo. Na verdade, é uma proposta educativa, de mudança de valores”. É claro que interfere, e é claro que pune. O Estado progressista está empenhado em mudar os valores da maioria da população, e para mudar é preciso forçar a mudança. Pela lei do Lula, o pai que der uma chinelada no filho para corrigir seu comportamento será encaminhado a tratamento psicológico e receberá advertências. Profissionais de saúde, professores e funcionários públicos serão encarregados de fazer denúncias ao conselho tutelar, e estarão ameaçados de multa caso ignorem a missão que o Estado lhes deu.
Ao mesmo tempo em que transformam em bandido o pai que dá uma palmada instrutiva no filho, os esquerdistas promovem a doutrinação gay nas escolas, um empreendimento que, para eles, não agride as crianças de forma alguma. É a mudança de valores em curso com o objetivo de abolir a família. O Estado pode fazer o que quiser com as crianças, seja ensinar-lhes uma conduta sexual politicamente correta (e quanto mais cedo melhor), seja ensinar-lhes que seus pais não têm autoridade sobre elas.
A Lei da Palmada foi incluída no Programa Nacional de Direitos Humanos 3, referendado pela Casa Civil da então ministra Dilma Rousseff e registrado no Tribunal Superior Eleitoral como plano de governo da futura presidente. É o mesmo programa que trata o aborto como “direito humano” e pede a aprovação de uma lei que o descriminalize, “considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”. Portanto, segundo a visão de mundo progressista, matar uma criança no útero é um direito humano, mas disciplinar a criança com uma palmada é cruel e degradante.
17 comentários:
É demoníaca a mentalidade desses sociopatas do congresso. Esfacelar um feto no útero é um "direito", segundo eles. Entretanto, corrigir um filho malcriado, para que este não se torne um marginal, é sintoma de crueldade.
Uma revolução está em curso no Brasil, liderada pelo PT, partido do aborto e do homossexualismo, entre outras misérias morais que assolam a nossa época.
A lei atual tem um defeito: permite castigos "moderados". A questão é que, para muitos, "imoderado" seria apenas o de lesão corporal grave. Agora, não precisa mais de exame de corpo de delito.
A despeito disso, o Coronel Brilhante Ustra narra em seu livro que costumava levar sua filha criancinha às dependencias do DOI-CODI, que comanadava, em São Paulo, para que ela entendesse que as torturas tinham objetivo superior, para orientar os jovens no bom caminho, o do bem. Assim, de acordo com os valores éticos e morais, de cada um, a questão é polêmica. A Bete Mendes é contra, o Brilhante Ustra, a favor, como é o Bolsanaro e, certamente, todos aqueles que defendem tortura e torturadores. Isso nã é coincidencia, pode ser demonstrado, embora haja muitos que não são torturadores e são contra a lei da palmada.
Que raios a conduta de um cel. do exército (se é que isto é verdade mesmo) tem a ver com esta lei imbecil? Dê-nos uma aula de dietética ó grande sabio! Faça um ensaio sobre a moderação, já que você sabe tanto! Esse pessoal é moralmente doente, não tenho a menor dúvida. Se você diz "o castigo é moderado", é porque o termo cumpriu sua função, rapaz. O senso comum sabe o que é um castigo moderado e o que é uma violência deliberada. Exceto psicopatas e maníacos. Você também sabe, mas você é cínico. Ou você realmente acha que dar uma palmada na bunda de uma criança é tortura? Saia desse teatro mental!
Essa lei tem como objetivo destruir o dever dos filhos de respeitar os pais.
Júlio, você não entendeu o que está escrito: o que quero dizer (e disse) é que se todos soubessem o que significa castigo moderado, a lei da palmatória não seria necessária. A questão é que muitos torturavam crianças sob o pretexto de educá-la, da forma que entendiam ser "moderada", e nada se podia fazer. O termo cumpriria a função, mas as interpretações de tarados (pais e juízes) é que são extensivas. Fala-se de estatização em oposição à privatização de crianças. Criança não é propriedade do Estado, nem propriedade privada dos pais.
O exemplo do Coronel é para demonstrar a relatvidade dos valores morais. Para muito, pode-se torturar "educativamente" com queimaduras na vagina, estupro, sacos plásticos na cabeça, choques elétricos...
Então você confirma que os pais, até pouco tempo atrás sabiam castigar moderadamente seus filhos, mas agora passaram a espancá-los? No mínimo estão passando dos limites. Pois bem, para aprovar uma lei desta magnitude deve haver um estudo sobre isso, não? Ou estes dados estão bem guardadinhos na cabeças dos trinta e poucos parlamentares? Você tem um estudo sobre o assunto? Por gentileza, nos apresente.
Júlio, a grande maioria dos pais sabia castigar moderadamente (embora eu não concorde que castigo físico "leve" seja a mesma coisa de castigo moderado). Mas, a minoria, que espancava, não podia ser alcançada, no rol de interpretações do que seja "moderado"; e não seria possível uma regulamentação por decreto relacionando os "tipos" de espancamentos moderados. Seria cômico - trágico.
O estudo existe, sim, e pode ser colhido a partir dos Ministérios Publicos Estaduais, das delagacias da infância e juventude (que registram as ocorrências), e nos hospitais. Infelizmente, não dá para ter que apresentar em comentário de blog, as provas documentais de tudo o que tramita no congress.
Outra coisa, a lei não é de "tamanha magnitude". Ela só alcança os espancadores, que são um mínimo da população. A magnitude está na discussão promovida pelos liberaris que entendem, no seu conceito de liberdades individuais irrestritas e de propriedade privada, que criança é propriedade dos pais, e que são eles livres para fazer com elas o que bem entenderem.
Só mesmo um deformado mental como o Everardo Vigarista para afirmar que " pelos liberaris que entendem, no seu conceito de liberdades individuais irrestritas e de propriedade privada, que criança é propriedade dos pais, e que são eles livres para fazer com elas o que bem entenderem."
Entre as coisas que conheço, seu imundo, está a atitude comunista dos chineses de jogar bebês do sexo feminino aos porcos.
O mais absurdo nesses endemoniados é que eles defendem prisão para quem bate em crianças, mas ofecere aplausos às abortistas.
Sou contrário ao aborto. A única forma em que o aceito (diferente de defender) é quando há risco de vida para a mãe. Até mesmo no caso de concepção por estupro, defendo como alternativa a entrega para adoção. (E também não concordo com a adoção por casal homossexual - embora defenda os direitos civis os homossexuais). Quanto à rejeição a crianças do sexo feminino, pelos chineses, ao que me consta não tem nada a ver com o comunismo, que é bem recente na China. Começo a desconfiar que o PLUFC também não sabe o que é comunismo.
Um feliz natal para todos, especialmente para o Bruno, que tem nos aturado com paciencia, e para todos os comentaristas dos artgos.
Everardo, um péssimo Natal para você.
quem quer que seja que acredite na doutrina esquerdista de tal maneira, e que trabalhe com tanto afinco para disseminá-la, merece tempos tumultuosos.
Everardo Vigarista, quando um Regime só permite 01 filho por casal e não opta por não coibir a prática do infanticídio, só posso concluir que enxerga nesses atos algo legítimo ou aceitável.
Você tem a vigarice entre os dedos, Everardo, é por isso que tudo que você escreve pode ser demonstrado como vigarice, é da tua natureza agir assim.
A forma "não opta por não coibir", que você usou, me confundiu muito, PLUFC. Se optasse por coibir mereceria os meus aplausos. Mas, se não optasse por coibir, mereceria a minha reprovação. Também se não optasse por coibir, eu condenaria. Como você sabe, tenho QI muito baixo; tive dor de cabeça tentado pensar em com seria se não optasse por não coibir. Fiquei prejudicado, confuso, inseguro. Um verdadeiro jegue.
Suprima o primeiro "não", então e leiamos a seguir para que abismo tua mente deformada vai te levar.
Ainda tem gente que perde tempo discutindo a merda que este Everardo descarrega aqui.
Melhorou um pouquinho assim, PLUFC. Mas, se suprimirmos o primeiro "não" estamos admitindo que o regime é de índole liberal, pois prefere não interferir nas relações familiares. Palmadas, tortura, infanticío, seriam, de forma coerente, condutas de foro íntimo, que não permitem ao Estado interferir. Mas, a China não é um país comunista?
Vamos combinar, então, assim: a gente retira o segundo "não" e a construção da frase estaria mais de acordo com um Estado interventor. De quebra, organizaríamos o seu pensamento de forma coerente com o que você prega - embora aplicado ao regime errado.
Na verdade imbecil, é por economia de bala que se deixa o assassinato suceder. Só na cabeça deformada de gente como o Everardo Vigarista o assassinato consentido seria uma posição liberal.
Vai tomar no cú, seu fdp.
Não existindo uma "verdade imbecil", vou adicionar uma vírgula depois da palavra verdade (deixando o imbecil entre as vírgulas). Boa passagem de ano, PLUFC!
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