Uma coisa morta pode seguir com a corrente, mas só uma coisa viva pode ir contra ela. G. K. Chesterton


16 de abril de 2009

Se o governo sair de cima, o Brasil cresce

Artigo no jornal O Estado

O Brasil sempre teve uma classe parasitária grande demais, cara demais, ociosa demais. O tamanho e a extensão dos braços da burocracia têm relação direta com o imobilismo da economia. Nosso potencial de desenvolvimento é sistematicamente anulado por regulamentações, carimbos, alvarás, tarifas, cópias, mais carimbos, mais tarifas, peregrinações a órgãos diversos da máquina estatal para receber a notícia de que é preciso voltar na semana que vem com mais documentos... Parece haver um acordo tácito para prejudicar ao máximo o infeliz que tiver a pretensão de se aventurar e fazer negócios privados.

Por outro lado, o cofre do dinheiro público está sempre aberto para quem quiser se esbaldar no colo da “mamãezada”, como diz José Osvaldo de Meira Penna, autor ignorado em nossas universidades por razões óbvias e que só o engrandecem.

Leia a notícia a seguir como um indício do que a economia brasileira poderia ser caso os governos tirassem os entraves burocráticos do nosso caminho:

A pesquisa Global Entrepreneurship Monitor de 2008, feita em 43 países e divulgada no mês passado, mostrou que o Brasil é o terceiro país do mundo em número de jovens empreendedores. Nos últimos três anos, segundo o levantamento, mais de três milhões e meio de jovens (18 a 24 anos) brasileiros resolveram abrir o próprio negócio. Em termos de iniciativa empresarial jovem, só ficamos atrás do Irã e da Jamaica.

Quantos desses milhões de jovens foram derrotados pela carga tributária gigantesca? Quantos tiveram seus sonhos frustrados por um Estado que regula e taxa toda e qualquer coisa que se mova? Parece piada, e é mesmo, mas estão querendo controlar até mesmo a profissão de DJ. O projeto de lei é do senador desocupado Romeu Tuma (PTB). Uma palhaçada monumental, resultado da ânsia cartorial de um governo central onipresente.

Os políticos sabem que podem deixar a economia florescer. A equipe econômica lulista, assustada com a marolinha, quer ver a construção civil em movimento. O que fez? Saiu de cima um pouquinho. Mas já que a rapaziada não aceita perder nem uma gotinha do leite, a diminuição dos impostos sobre os materiais de construção será compensada com o aumento dos impostos sobre os cigarros. O nome disso é distribuição de renda.

Pense no que poderíamos alcançar sem a cascata de impostos e entulhos burocráticos. Pense no governo tirando dinheiro do nosso bolso para sustentar estatais milionárias e corruptas, artistas geniais e incompreendidos, pilantras do filão "lutei contra a ditadura" e órgãos sem sentido como o Ministério da Cultura e a TV Brasil. Pense nos milhões de jovens que poderiam estar prosperando e girando a economia. O Brasil é um país cheio de potencial capitalista e gente empreendedora tendo os pés puxados por uma classe parasitária que cresce, atrapalha e rouba cada vez mais.

9 de abril de 2009

Notícias do Oriente Médio que não aparecem no jornal

Artigo no jornal O Estado

Neste artigo, você fica sabendo de algumas notícias recentes do Oriente Médio que não servem para prejudicar Israel e, portanto, não apareceram nos jornais brasileiros.

Dia 02 de abril: a Autoridade Palestina dá mais um exemplo de democracia e proíbe seus liderados de vender terras e casas para judeus. Sheikh Tayseer Rajab Tamimi, chefe de justiça da organização, lembra que fazer tais negócios com judeus é pecado grave. Quem pecar vai responder conforme os preceitos islâmicos e ser afastado de sua família e de sua comunidade.

Dia 02 de abril: um judeu de 13 anos de idade é morto a machadadas por um palestino. O crime aconteceu na comunidade de Beit Ayin, entre Jerusalem e Hebron. A Brigada de Mártires Al Aqsa, ligada ao Fatah, divulga nota assumindo a responsabilidade pelo ataque, que também deixou uma criança de sete anos ferida na cabeça. Repetindo: a machadadas.

A comunidade de Beit Ayin não é protegida por muros ou cercas de segurança porque os moradores acreditam que tal coisa demonstraria fraqueza. Agora que uma criança foi morta a machadadas, talvez eles pensem em erguer proteção. Se isto acontecer, a notícia vai sair no jornal, trazendo a opinião categórica de algum especialista de plantão: os muros provam que Israel é um estado nazista que segrega os árabes e impede sua movimentação.

Dia 01 de abril: no encontro para a foto oficial do G-20, Barack Hussein Obama se curva alegremente para reverenciar o rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Saud. Ele baixa a cabeça e dobra os joelhos para um homem que financia o terror islâmico e os planos de destruição de Israel.

A posição de Obama nessa questão é clara. Quem passa a vida cercado de militantes anti-Israel, dá milhões de dólares ao Hamas, escolhe Mohammed Abbas como interlocutor do seu primeiríssimo telefonema presidencial, prega a rendição ao programa nuclear iraniano, advoga o "diálogo" com terroristas e presta reverência a um financiador deles não deixa margem para dúvidas. O suposto líder do mundo livre deu as costas para a única democracia do Oriente Médio.

Boa sorte, Israel. Agora que a batalha mais importante da sua vida se aproxima, agora que Mahmoud Ahmadinejad está a poucos passos da bomba atômica (se já não a tiver), agora que o segundo holocausto é endossado pela militância internacional, agora que a presidência dos Estados Unidos é francamente hostil à sua existência, você vai lutar sozinho. E vencer.

2 de abril de 2009

As vítimas silenciosas do terror vermelho no Camboja

Artigo no jornal O Estado

No colégio e no jornal, aprendemos que as maiores barbaridades da história foram causadas por americanos. São verdades incontestáveis. Todos nós aprendemos que a guerra no Vietnã foi a maior carnificina da Ásia. A invasão do Iraque foi um crime contra a humanidade. Os americanos fizeram o golpe de 64 no Brasil. Estão matando detentos em escala industrial em Guantánamo.

Nesta terça, 31 de março, finalmente alguém assumiu a culpa pelas atrocidades na prisão. O diretor se declarou responsável pela morte de vários prisioneiros, por tortura ou fome. "Espero que me permitam pedir perdão aos sobreviventes do regime e aos parentes queridos daqueles que morreram brutalmente".

Não estou falando de Guantánamo. As palavras arrependidas são de Kaing Guek Eav, também conhecido como Duch, de 66 anos. Ele trabalhou como diretor da Tuol Sleng, cadeia onde mais de 12 mil prisioneiros foram assassinados. Foi agente de um massacre que não costuma aparecer nos livros de história: a ditadura comunista do Khmer Vermelho no Camboja.

Conforme os dados apresentados em O Livro Negro do Comunismo, o Camboja sofreu, em termos proporcionais, o maior banho de sangue entre todos os regimes comunistas do mundo. Sob as rédeas do Khmer Vermelho de 1975 a 1979, ao menos dois milhões de cambojanos foram expulsos das cidades, deportados para a zona rural, confinados em campos de trabalhos forçados, doutrinados, torturados e executados. Muitos crânios foram parar na coleção particular do chefão do Khmer, o genocida Pol Pot.

Dois milhões de mortos em quatro anos. Um recorde monstruoso. Tudo isso na tentativa de transformar em realidade o outro mundo possível idealizado pelos comunistas. De fazer a igualdade social na marra. De criar o novo homem.

O terror dos cambojanos é pouco comentado. O julgamento dos responsáveis pelo genocídio recebe cobertura mínima da imprensa. Os apologistas do comunismo vão seguir em frente tratando dois milhões de mortos sob o Khmer como detalhe irrisório. Nada os impedirá de continuar romantizando uma ideologia que produziu 100 milhões de cadáveres no século passado. Na cabeça desses psicopatas, o outro mundo possível ainda é um sonho lindo e imaculado.

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Existe um filme excelente sobre o terror do Khmer Vermelho no Camboja chamado The Killing Fields, lançado em 1984. Assisti em VHS quando tinha uns 12 anos. Veio numa coleção muito boa da Caras, os leitores com mais de 20 anos devem lembrar. No Brasil, virou Os Gritos Do Silêncio. Daí a inspiração para o título do artigo.

The Killing Fields conta a história de dois homens unidos e separados pela guerra. Um, americano, é repórter enviado pelo New York Times. O outro, cambojano, é seu fotógrafo e tradutor. Estão no Camboja quando o Khmer toma o poder. O americano consegue escapar. O cambojano não. Enquanto o repórter, são e salvo nos Estados Unidos, sofre ao imaginar o que terá acontecido ao seu amigo que ficou para trás (o remorso aumenta quando ele recebe um prêmio pela matéria feita pelos dois), o fotógrafo está sendo "reeducado" em um campo de trabalhos forçados e lutando pela vida. As cenas são fortes e prendem o espectador pela garganta uma após a outra.

O final eu não vou contar. Se tiverem a chance, assistam. Um dos melhores filmes de guerra que eu já vi e, infelizmente, pouco conhecido por aqui.